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Associação Nacional de Grupos

de Apoio à Adoção

Realização:

Apoio:

PERFIL

"Gosto dela do jeitinho que ela é"

DEFINIÇÃODO PERFIL

É importante que a pessoa que deseja adotar conheça a realidade das crianças e adolescentes registrados no Cadastro Nacional de Adoção, gerido pelo Conselho Nacional de Justiça: mais de 73,48% são maiores de 5 anos, 65,85% são negras ou pardas, 58,52%

possuem irmãos, 25,68% têm alguma doença ou deficiência.

 

Já entre os adotantes cadastrados, 77,79% só aceitam crianças até 5 anos, 17% querem apenas crianças brancas, 63,27% não optam adotar aquelas que têm doenças ou deficiências e 64,27% não estão abertos a receber irmãos.

De uma forma geral, as histórias de vida de meninas e meninos que aguardam por uma família são caracterizadas por situações de vulnerabilidade, violência, abandono, subnutrição, uso de drogas entre outras situações, mas isso não impedirá que ela ou ele

possa ser sua/seu filha(o).

Embora a maioria dos pretendentes prefira bebês brancos e sem registro de doenças e deficiências, felizmente, cada vez mais pessoas decidem adotar fora do perfil majoritário, abrindo seus corações para crianças mais velhas, de uma etnia diferente da sua, com alguma deficiência ou doença crônica, ou ainda grupos de irmãos.

Quando adotamos, não estamos encomendando um filho em um balcão, estamos nos propondo a conhecer e amar uma pessoa com uma história e identidade a ser respeitada.

Seja qual for a situação, ter um filho nunca é fácil. Gestar é um processo complexo, que envolve hormônios, idealizações e dúvidas durante 9 meses. Adotar é uma gestação sem data confirmada para o parto, sem a contribuição da natureza para formar o vínculo entre mãe/pai e filhote. É uma construção psíquica e social que envolve a justiça, a família, grupos de apoio, informações, e uma ansiedade enorme sobre quando, como e de que jeito essa(e) filha(o) chegará.

É muito comum idealizarmos os nossos filhos. Na gestação, podemos imaginar que poderá ter os olhos do avô, o sorriso da mãe, o nariz da irmã, o temperamento desse ou daquele parente e que será feliz e realizado em sua vida adulta. Na adoção, sonhamos que atenda nossas expectativas, inclusive físicas, mesmo tendo consciência de que sua genética é completamente diferente da nossa.

A adoção é uma forma diferente do seu filho chegar. Nós, mães e pais, precisamos nos preparar para lidar com frustrações, com o medo, a insegurança, com as doenças, acidentes e adversidades da vida. O filho ideal não existe.  O encontro com nossa(o)

filha(o), independente da forma como ela/ele chega, sua idade ou condição, é sempre uma experiência de renovação e aceitação, que requer da nossa parte disponibilidade, compromisso, paciência e flexibilidade diante do que é novo e inesperado.

 

Para adotar, inclusive, nem é preciso de um parceiro ou parceira. Adoção é uma forma de gestação e parto social igualitário, vivenciada e compartilhada igualmente entre mulheres e homens. Não há etapas, dificuldades ou privilégios impostos pela natureza. A chamada adoção monoparental é aquela em que a (o) pretendente assume sozinha (o) e integralmente os direitos parentais pela criança/adolescente a ser adotada (o). É a forma encontrada por pessoas solteiras, divorciadas

ou viúvas de se tornarem mães e pais de alguém, independentemente de uma relação afetiva, do casamento ou da união civil com outra pessoa.

Nós começamos a amar nossa filha ou filho a partir do exercício da convivência, que não se resume apenas ao primeiro contato. E então nos damos conta de que o amor é gestado, adotado e cultivado pouco a pouco, entrando aos pouquinhos na nossa vida e no nosso coração.

Com o tempo, entenderemos que filhos biológicos ou adotados, em qualquer condição de vida, são pessoas que precisam ser amadas para sempre, e para quem fazemos tudo o que está ao nosso alcance para que sejam felizes. Nós oferecemos tudo o que temos para que cada filho se desenvolva ao máximo e viva todo o seu potencial.

ADOÇÃO TARDIA

 

A adoção de crianças mais velhas é um processo menos complexo do que parece. São meninas e meninos maiores de 3 anos, que já desenvolveram uma consciência sobre sua própria história. Em geral, desejam uma família, mas precisam de tempo e paciência para construir os futuros laços de afeto e lealdade para se sentirem filhos. A história dessas crianças precisa ser acolhida, dando-lhes a oportunidade de reescrever novas trajetórias, sem rupturas dramáticas e sem segredos.

Na adoção tardia, normalmente, você não trocará fraldas, e para alguns pretendentes isso pode ser um fator positivo. A criança já desenvolveu certa autonomia, é dona de sua vontade e vai vincular-se verdadeiramente a quem oferecer segurança, carinho e

firmeza. É possível que seja necessário apoio psicológico para apoiar a fase do estágio de convivência e aprender a lidar com esta etapa inicial de reconhecimento mútuo.

 

A adoção de adolescentes é um processo maduro e depende mais do desejo de quem está sendo adotado. São filiações possíveis e muito significativas para a família.

ADOÇÃO INTERÉTNICA

 

Se você optar por adotar uma criança de uma etnia diferente da sua terá que se confrontar interna e externamente com a cultura nefasta do racismo e do preconceito, enraizada em nossa sociedade.

 

É importante investir no diálogo franco com sua família extensa, coibindo qualquer forma de discriminação, mesmo que pareç uma “brincadeira inofensiva”. Muitas vezes é preciso enfrentar e reeducar familiares e amigos sobre o preconceito explícito ou encoberto por piadas e apelidos.

 

Filhos são filhos, independente da cor da pele e da etnia. Qualquer dificuldade será vencida com diálogo, informação e perseverança.

ADOÇÃO DE GRUPOS DE IRMÃOS

 

Grupos de irmãos costumam ser preteridos por quem pretende adotar, tanto pelo medo de não conseguir lidar com crianças de idades diferentes ao mesmo tempo como também por questões financeiras.

 

Mas, e se você engravidasse de gêmeos, ou trigêmeos, o susto e a necessidade de apoio não seria semelhante?

 

Irmãos constroem vínculos sólidos quando estão acolhidos e adotá-los juntos pode ser mais fácil do que separá-los.

 

"Adotar não é ajudar, não é ser bonzinho e solidário.

Há diversas formas de ajudar uma criança,

através do apadrinhamento afetivo

ou financeiro.

ADOÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA OU DOENÇA CRÔNICA

Embora você possa ficar insegura(o) com a hipótese de que a/o sua/seu futura(o) filha(o) pode vir a ser uma criança com alguma deficiência ou doença crônica, podemos dizer, por experiência própria, que, com o tempo, ela(e) será motivo de grande alegria para sua família. A maioria dos pretendentes à adoção que não opta por receber uma criança com deficiência ou doença crônica na definição do perfil, leva um grande susto quando surge esta possibilidade. Entendemos que é uma escolha difícil e que a sua vida pode tomar um rumo inesperado, mas esperamos poder ajudá-la(o) nesta decisão tão importante.

 

Em adoções como estas, é possível que sejam despertados sentimentos de compaixão e solidariedade. Contudo, estes sentimentos sozinhos jamais poderão motivar uma adoção.

 

Os pretendentes precisam estar seguros e informados sobre a condição e as necessidades da criança ou adolescente a ser adotada(o).

 

A espera pela chegada de um(a) filho(a) por adoção na família é um momento de tensão e emoção para os pais e familiares. Não é de surpreender que, nesse estado vulnerável, a notícia de que a criança pode ter uma deficiência ou doença crônica cause preocupação.

 

Em geral, a dúvida gira em torno da forma como esta deficiência ou doença crônica poderá interferir, modificar ou repercutir na nossa vida e na da criança como um todo.

 

É preciso buscar informações sobre as peculiaridades e cuidados médicos para cada tipo de situação. Este processo ajudará a identificar a estrutura necessária ao tratamento da(o) filha(o) que vai chegar, rede de apoio, suporte familiar e profissionais requeridos para seu acompanhamento.

 

Por exemplo, se você está disposto a adotar uma criança com deficiência visual, é importante conhecer famílias semelhantes para identificar aspectos práticos do cotidiano, as escolas, a forma de comunicação, os desafios da inclusão e conhecer histórias de vida.

 

Aproximar-se de associações ou grupos de familiares e profissionais vai apoiar sua decisão. Fazer contato com famílias reais ajudará na desmistificação e na compreensão geral do que é necessário em cada caso. Um mundo de possibilidades se abre, e a troca com essas famílias auxilia e esclarece muitas dúvidas simples. É preciso olhar a criança em sua integralidade,

para além da condição atual de saúde ou deficiência.

"A falta de informação é a pior coisa

nestas horas, pois a angústia do

desconhecido é o que provoca medos

desnecessários."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você pode ter milhões de perguntas e se sentir apreensivo diante de tantas incertezas. Isso acontece com qualquer filho. Vamos responder algumas das dúvidas mais frequentes com relação a crianças com deficiência, mas, como já foi dito, você pode obter mais informações junto a outras famílias. Aproxime-se!

 

COMO SERÁ O DESENVOLVIMENTO DA(O) MINHA/MEU FILHA(O)? 

Cada uma tem seu ritmo de desenvolvimento próprio e é impossível determinar quais talentos e limitações essa criança poderá ter. São indivíduos únicos e uma série de fatores interferem em seu crescimento: genéticos, seu histórico anterior, se receberam cuidados médicos e estímulos na primeira infância. Crianças com deficiência ou doenças crônicas podem exigir

mais cuidados, tempo, paciência e disponibilidade de seus pais e, muitas vezes, mais recursos financeiros. O ambiente em que crescem é fundamental para as crianças. Os pais são os maiores colaboradores para que o desenvolvimento físico, emocional e psicológico de seus filhos tenha bons resultados, sob a orientação de profissionais capacitados para essa atuação.

 

QUANDO CHEGAR A HORA DE ESTUDAR, ELA(E) VAI PARA A ESCOLA REGULAR OU ESPECIAL?

 

Vários estudos mostram que a diversidade na sala de aula é positiva para a aprendizagem, experiência de vida e construção da cidadania de todos os alunos. Crianças com deficiência se beneficiam da educação em escolas inclusivas, junto com alunos sem deficiência. E as crianças sem deficiência também ganham quando convivem, desde cedo, com estudantes com deficiência. Todos eles têm esse direito assegurado pela Constituição. Nenhum estabelecimento pode recusar a matrícula da(o) sua/seu filha(o), nem cobrar valores extras só porque ela(e) tem uma deficiência. Isso vale também para creches, cursos, aulas de esporte, de religião, etc. Negar matrícula e oportunidade para que uma pessoa com deficiência aprenda em igualdade de condições com os demais é discriminação e configura crime, previsto na Lei Brasileira de Inclusão (LBI). As ferramentas e adaptações necessárias para que a(o) estudante possa aprender e se desenvolver junto com crianças de sua idade devem ser providas pela escola.

 

COMO SERÁ NOSSA(O) FILHA(O) QUANDO FOR ADULTA(O)

 

Sua/Seu filha(o) vai crescer para se tornar uma/um adulta(o) muito querida(o) na família, de acordo com os interesses e valores que lhe forem passados. Pais de crianças com deficiência dizem que é melhor você lidar com a criança que tem agora em vez de se preocupar com o adolescente ou adulto que você imagina. Por mais difícil que seja, tente afastar de seus pensamentos as preocupações de longo prazo. Concentre-se no presente e no que há para fazer e não deixe de aproveitar essa fase tão importante para você e sua/seu filha(o), que é a infância.Lembre-se de que muito da condição da(o) sua/seu filha(o) no futuro dependerá daquilo que você fizer por ela ou ele no presente.

 

UMA VIDA NO PRESENTE, UM FUTURO PELA FRENTE

 

As possibilidades para os nossos filhos melhoraram muito em relação à geração passada.

 

Não baseie suas idéias em informações desatualizadas ou na vida de pessoas mais velhas que não tiveram as condições de saúde, estímulo e oportunidades de inclusão social que existem hoje. Acreditar na capacidade dela(e) é essencial para o seu desenvolvimento e para que adquira a maior autonomia possível. Não caia na armadilha de comparar seu

desenvolvimento com o de outras crianças típicas ou com a mesma deficiência/doença que ela/ele. A vida não é uma corrida. Tente comparar seu desenvolvimento apenas com o dela/dele própria(o) e comemore cada pequena conquista. Ela(e) só está competindo consigo mesma(o). Nós estamos aqui para dizer que valeu a pena!

VOCÊS NÃO ESTÃO SOZINHOS!

 

Milhares de crianças nascem ou adquirem deficiência ou doenças crônicas a cada ano no Brasil. Há avanços significativos no atendimento da rede pública de saúde e educação.Existem várias associações que oferecem informações e apoio, assim como

grupos no Facebook, WhatsApp, Instagram e blogs de outras famílias. Veja alguns contatos no final desta publicação. Procure em sua cidade, você pode se surpreender com os serviços oferecidos.

"Eu gostaria de ter tido contato

com uma família, para saber

como seria o desenvolvimento,

as expectativas, etc…"

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES SOBRE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA